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Pastores da Universal teriam recebido auxílio emergencial irregularmente, diz site

Religiosos disseram que foram orientados pela direção da igreja a pedir o benefício e comunicar à instituição para que o valor fosse descontado em seus salários
Pastores da Universal teriam recebido auxílio emergencial irregularmente, diz site
Divulgação/Igreja Universal

Pastores da Igreja Universal estão sendo investigados pela instituição por supostamente terem recebido o auxílio emergencial do governo federal de forma irregular, diz o Uol.

O portal teve acesso aos nomes de pelo menos 69 religiosos que tiveram acesso ao benefício.

Eles disseram que foram orientados pela direção da Universal a pedir o auxílio emergencial e comunicar à instituição para que o valor fosse descontado em seus salários. Os pastores da igreja não são registrados em carteira e não têm contrato de trabalho. Portanto, se não declararem renda, o governo não tem como saber de seus vencimentos.

Questionada sobre o episódio pelo Uol, a instituição disse que “não comenta assuntos internos pela imprensa” e que “a Universal tomará as devidas medidas judiciais para corrigir qualquer informação caluniosa e/ou difamatória à Instituição e seus oficiais, que o portal venha divulgar”. No entanto, o Uol diz que a própria igreja avalia que pastores cometeram crime, mas os responsabiliza pelas ações, segundo um áudio atribuído ao bispo Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, que circula nas redes sociais.

“Mais cinco pessoas saíram da obra…(…) Pessoas vão sair, distorcendo tudo, ao contrário do que ouviram. Pessoas como essas, graças a Deus, a igreja está limpando. A igreja está tomando as providências necessárias judiciais, inclusive em casos em que há indícios de crime contra a igreja, contra o povo da igreja. Estaremos denunciando, fazendo a denúncia-crime, teria dito Cardoso, durante uma reunião.

A Universal não reconheceu a autenticidade da gravação, divulgada no Instagram do ex-pastor da igreja Davi Vieira.

O Ministério da Cidadania afirmou que não há impedimento de pastores receberem o auxílio emergencial, “desde que atendam aos critérios de elegibilidade estabelecidos pelas legislações que disciplinam o pagamento do benefício”. Fornecer informações falsas para receber o auxílio configura a prática de crimes de falsidade ideológica e estelionato.

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