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Paulo Guedes acusa MPF de ocultar provas para prejudicá-lo

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao Supremo que os procuradores responsáveis pela Operação Greenfield vêm omitindo da Justiça que ele deu lucro aos fundos de pensão com que fez negócios quando esteve à frente da gestora de investimentos BR Educacional.

Isso seria uma manobra para prejudicá-lo, porque ele é acusado de gestão fraudulenta no aporte de dinheiro dos fundos na empresa Enesa. Segundo o ministro, foram feitos vários investimentos, alguns deram lucro e outros, não. Mas o saldo total foi positivo, disse, em petição enviada hoje ao STF.

Ele é acusado pelo MPF de prejudicar os fundos Funcef, Petros, Previ e Postalis.

“Na míope ótica ministerial, basta que um investimento, entre tanto outros, não seja lucrativo para se instaurar investigação por crime contra o sistema financeiro, especialmente, atribuindo uma suposta gestão fraudulenta/temerária às pessoas vinculadas à BR Educacional”, escreveram os advogados do ministro, no documento.

A peça foi enviada ao tribunal em resposta a pedido do PDT para que Guedes seja afastado do governo. O partido alega que o ministro é investigado por desvios em fundos de pensão de funcionários de estatais subordinadas a ele, o que violaria o princípio da moralidade.

O PDT também alega que diversos gestores dos fundos de pensão hoje estão no governo, o que violaria o princípio da impessoalidade da administração pública.

A resposta de Guedes à ação do PDT é a mesma apresentada ao MPF.

Em depoimento, ele disse que sua gestão deu lucro para os fundos de pensão em investimentos feitos pela BR Educacional, criado por ele e que comprou a HSM Educacional, da qual ele também era dono.

Segundo o MPF, Entre 2010 e 2012, o patrimônio líquido do HSM caiu de R$ 62,5 milhões para R$ 39,5 milhões.

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