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Paulo Preto: os suspeitos de sempre atacam Moro. Mas a culpa é do STF

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Os suspeitos de sempre estão atacando Sergio Moro, por causa de uma reportagem da Folha sobre o motivo de Paulo Preto, operador tucano, não ter sido preso preventivamente pelo juiz da Lava Jato, ao contrário de outros implicados no petrolão com contas no exterior, como Renato Duque. Isso constituiria, segundo os suspeitos de sempre, um “desvio” no padrão de Moro — como se ele estivesse protegendo o PSDB.

Em primeiro lugar, o caso de Paulo Preto está — ou deveria estar, como veremos — com a Lava Jato de São Paulo, não com a de Curitiba.

Os suspeitos de sempre omitem, ainda, um dado que consta da própria reportagem: em 2015, o STF derrubou a tese de Moro de que contas suspeitas no exterior, por si só, seriam motivo para prisão preventiva. Duque foi solto. Moro só conseguiu prendê-lo outra vez porque se comprovou que ele havia transferido mais de 20 milhōes euros da Suíça para Mônaco. Também foi o fato de terem transferido dinheiro de propina no exterior que possibilitou prender Jorge Zelada e Roberto Gonçalves. Tais informaçōes foram obtidas graças às autoridades suíças.

A Lava Jato sabe que Paulo Preto transferiu dinheiro no exterior, mas o seu caso foi para o limbo. Por envolver José Serra, a sua defesa quer que o operador tucano seja investigado e julgado no Supremo. Quem está com o recurso de Paulo Preto nas mãos desde setembro?

Gilmar Mendes.

Culpem o Supremo, não Moro.

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