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Pazuello foi alertado sobre risco de compra e produção em massa de cloroquina

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi alertado a não adquirir ou produzir cloroquina em massa durante a epidemia do novo coronavírus. Ata de uma reunião de 25 de maio, do Comitê de Operações de Emergências (COE) do Ministério da Saúde, obtida pelo Globo, informa que o governo corria o risco de ficar com estoque do remédio parado.

Em outra ata, o COE estima que o governo tenha mais de 4 milhões de comprimidos de cloroquina em estoque. E o volume deve aumentar porque alguns estados se recusaram a receber 1,4 milhão de comprimidos da droga.

O COE é composto de técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS) —, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), entre outros órgãos.

Segundo o jornal, na reunião de maio, o tema principal do encontro foi a capacidade de produção de cloroquina para atender às novas orientações do Ministério da Saúde sobre o uso da substância. “Cinco dias antes, o ministério havia divulgado um documento orientando o uso do medicamento em todas as fases da Covid-19 e não apenas para os casos graves, como vinha ocorrendo até então.”

“Devido a atual situação não é aconselhável trazer uma quantidade muito grande, pois caso o protocolo venha a mudar, podemos ficar com um número em estoque parado para prestar contas”, diz a ata.

Ontem, foi publicado o maior estudo brasileiro sobre o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 e a conclusão foi de que o medicamento é ineficaz.

O governo agora tem um estoque de 5,4 milhões de comprimidos e nem as emas do Alvorada querem.

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