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Pazuello preteriu vacina da Pfizer por achar que Brasil não precisaria

General acreditava que acordos para a produção da Coronavac e da vacina de Oxford seriam suficientes, disseram fontes à agência Reuters
Pazuello preteriu vacina da Pfizer por achar que Brasil não precisaria
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A gestão de Eduardo Pazuello na Saúde preteriu as negociações com a Pfizer para a compra de vacinas contra a Covid por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além da vacina de Oxford/AstraZeneca e da Coronavac.

A informação foi obtida pela agência Reuters junto a duas fontes “com conhecimento da questão”, que não quiseram se identificar.

A discussão sobre a demora na compra da vacina da Pfizer está no centro das investigações da CPI da Covid —a farmacêutica americana disse ter oferecido 70 milhões de doses ao Brasil em agosto, oferta ignorada pelo governo.

Segundo as fontes que falaram à Reuters, a avaliação no Ministério da Saúde no ano passado era que o importante seria garantir vacinas nas quais o Brasil conseguisse transferência de tecnologia, como a de Oxford com a Fiocruz e a Coronavac com o Instituto Butantan.

Uma das fontes disse que, entre agosto e setembro do ano passado, a avaliação interna na pasta era ainda de que o país nem precisaria de uma ampla gama de vacinas contra a Covid, não justificando assim um acerto com a Pfizer.

Outra fonte afirmou que Pazuello não considerava necessário nem sequer negociar diretamente com a cúpula da Pfizer sobre a compra do imunizante.

O depoimento do ex-ministro da Saúde na CPI está marcado para 19 de maio, mas ele continua fazendo de tudo para não falar.

Leia mais: A causa desse desgoverno é política, como mostra a Crusoé desta semana.
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