“Pensar grande e agir grande”

A imprensa perdeu a vergonha de atacar a Lava Jato.

Hoje, no Estadão, a colunista Eliane Cantanhêde argumenta que há incompatibilidade entre reforma previdenciária e cumprimento das leis.

Ela diz:

“O fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia e isso tudo, somado, tem um nome: impasse. Quando se chega a um impasse, é melhor pensar grande e agir grande, considerando o bem do País.

A frase de Marcelo Odebrecht soa como um alerta e uma reflexão: se todos se elegeram com caixa 2, como punir todos, indistintamente, sem explodir o sistema político, sem trucidar as saídas para a economia, sem criar uma terra arrasada?

Há que se punir, mas punir com as devidas gradações”.

A Lava Jato nunca condenou ninguém por causa de caixa 2. A mesma coisa vai ocorrer na PGR.

Quem tem de estabelecer “as devidas gradações” nas punições não são os parlamentares eleitos com caixa 2 nem Marcelo Odebrecht, e sim a Justiça.

Pensar grande e agir grande é aprovar a reforma previdenciária sem se deixar chantagear pelos criminosos incluídos na lista Janot.

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