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Período de depósitos na conta de Queiroz coincide com expansão imobiliária do clã Bolsonaro

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Como Crusoé revelou, os depósitos em cheque feitos por Fabrício Queiroz e sua mulher na conta de Michele Bolsonaro ocorreram entre 2011 e 2018. No período, o ex-assessor movimentou em suas contas volume de recursos incompatível com seu salário.

Os valores coincidem com o período da expansão imobiliária do clã Bolsonaro. Só no caso de Flávio Bolsonaro, o MP suspeita que o hoje senador tenha lavado mais de R$ 2,3 milhões em imóveis e na compra de franquia da Kopenhagen.

A investigação do MP atinge um total de 37 imóveis que estariam ligados ao senador, sua família e à empresa Bolsontini Chocolates e Café. São 14 apartamentos e 23 salas comerciais em Copacabana, Botafogo, Barra da Tijuca e Jacarepaguá.

Em 2012, enquanto o então assessor recebia quase R$ 600 mil em depósitos em suas contas, Flávio Bolsonaro e sua mulher Fernanda compraram, com cheques, dois imóveis em Copacabana. Esses imóveis, segundo os investigadores, foram declarados por valor inferior ao negociado no mercado.

O vendedor teria recebido do casal, além de R$ 310 mil em cheques, quase R$ 640 mil em espécie. Os dois apartamentos foram vendidos cerca de 1 ano depois por quase R$ 1,2 milhão.

No mesmo 2012, Jair Bolsonaro adquiriu uma das casas que possui no Vivendas da Barra, por R$ 500 mil – valor também abaixo do mercado. Outra residência no mesmo condomínio foi comprada em 2009 e declarada por R$ 400 mil.

Para o MP, o esquema de rachadinha começou um ano antes (em 2008) e durou até 2018. Só nos três primeiros anos do suposto esquema, Flávio comprou 10 salas comerciais – por valor superior a R$ 2,6 milhões. Imóveis que foram vendidos ao fim do período por R$ 3,16 milhões.

A quebra do sigilo de Queiroz mostra também que, entre 2013 e 2015, quase R$ 1,5 milhão entraram na conta de Queiroz. E foi, justamente em 2015, que Flávio comprou a franquia da Kopenhagen num shopping do Rio. Franquia que, segundo o MP, teria lavado mais de R$ 1,6 milhão até 2018.

Vale lembrar que, em outubro de 2016, o PM Diego Sodré, amigo de Flávio, pagou o boleto R$ 16 mil referente à prestação de um apartamento adquirido por Flávio e Fernanda. Aliás, no período analisado pelo MP, Queiroz também pagou 116 boletos referentes a mensalidades escolares e planos de saúde da família do 01, num total de R$ 261 mil.

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