PF e Receita deflagram operação contra corrupção de auditores fiscais

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram hoje a Operação Triuno, que investiga o pagamento de propina a três auditores da Receita e um da Secretaria de Fazenda de São Paulo. Eles são suspeitos de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa.

Estão sendo cumpridos desde o início da manhã de hoje 14 mandados de busca e apreensão: um no Rio de Janeiro, dez em São Paulo, dois em Barueri e um em Santo André (SP).

A operação é uma continuação da Operação Descarte, que apurou um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por meio de operações falsas de importação. Na operação de hoje, também são investigadas três empresas que, segundo os investigadores, se utilizaram do mesmo mecanismo descoberto na Descarte para lavar dinheiro e deixar de pagar impostos – e, para isso, subornaram os fiscais da Receita e da Fazenda de São Paulo.

Segundo a PF, as investigações chegaram aos suspeitos a partir da análise de documentos apreendidos em um escritório de advocacia especializado em operações simuladas de prestação de serviços e fornecimento de produtos.

A investigação confirmou que três auditores fiscais fiscalizaram duas empresas em 2014 e 2015. De acordo com os investigadores, elas simularam a contratação do escritório de advocacia e de empresas de assessoria ligados aos auditores, para prestação de serviços jurídicos e de consultoria para pagamento de R$ 4,7 milhões.

A Receita identificou ainda que outra empresa de um dos grupos empresariais fez pagamentos de mais R$ 26 milhões entre 2013 e 2017 por serviços de corretagem de planos de saúde que não foram prestados.

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