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PF indicia governador de Mato Grosso do Sul por corrupção, lavagem e organização criminosa

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A Polícia Federal indiciou o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação, aberta com base na delação de executivos da JBS, concluiu que ele recebeu ao menos R$ 67 milhões de propina, em troca de isenção no ICMS de R$ 209 milhões ao frigorífico.

O relatório da PF indicia, no total, mais de 20 pessoas envolvidas no esquema, incluindo Rodrigo Azambuja, filho do governador.

Para tentar esconder o pagamento da propina, empresas ligadas a Reinaldo Azambuja emitiam notas fiscais frias para a JBS — pelo menos R$ 40 milhões foram repassados dessa maneira.

Outra parte do suborno foi paga em espécie a emissários no Rio de Janeiro e em São Paulo; e outra parte, por meio de doações eleitorais entre 2014 e 2016, segundo a PF.

Cabe agora à Procuradora Geral da República denunciar o governador ao STJ. O relator do caso é o ministro Félix Fischer.

Em nota, Azambuja afirmou que recebeu “com estranheza e indignação a conclusão do inquérito”.

“Trata-se de denúncia antiga, baseada em delações premiadas sem qualquer credibilidade e provas, que vêm sofrendo, em casos diversos no País, inúmeros questionamentos judiciais quanto à sua procedência e consistência”, disse.

Afirmou que não houve benefícios fiscais para a JBS nem dano aos cofres do estado.

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