PF x MPF

O Antagonista destaca as declarações de representantes da PF e do MPF, reunidas em matéria do Estadão, sobre a disputa pela participação em acordos de delação premiada:

“Infelizmente, o atual PGR passou a adotar uma postura de tentar reduzir a capacidade da polícia, que detém o poder de investigação assegurado pela Constituição, para se autoafirmar como ‘investigador’.”

(Márcio Adriano Anselmo, delegado que iniciou as investigações da Lava Jato em Curitiba, em 2013.)

“A colaboração premiada é um instrumento de investigação. E, sendo um instrumento de investigação, é para ser aplicado pela PF.”

(Leandro Daiello, diretor-geral da Polícia Federal.)

“Ninguém está querendo diminuir a polícia. Procuradores defendem que o monopólio dos acordos é deles, por serem responsáveis exclusivos pela acusação criminal na Justiça.” O Ministério Público não “está fazendo nenhum ataque à polícia. Essa é uma falsa polêmica.”

(José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR.)

“Conforme a Constituição, o Ministério Público é o titular da persecução criminal. A Polícia não pode negociar acordos de colaboração premiada porque não é nem pode ser parte em ação penal.”

(PGR, em nota.)

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