ACESSE

PGR contesta decisões de Gilmar contra 64ª fase da Lava Jato

Telegram

A chefe da Lava Jato na PGR, Lindôra Araújo, recorreu ontem de uma decisão de fevereiro de Gilmar Mendes que suspendeu a busca e apreensão contra Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa.

No recurso, ela argumentou que o pedido do empresário não deveria ser sido encaminhado ao ministro, uma vez que o relator da operação no Supremo é Edson Fachin.

Gilmar Mendes atuou no caso a partir de uma decisão do ano passado em que ele mesmo tirou da Lava Jato e remeteu para a Justiça Federal de Brasília uma investigação sobre Guido Mantega.

O ex-ministro foi alvo no ano passado da Pentiti, 64ª fase da Lava Jato pela suspeita de ter cobrado R$ 50 milhões da Braskem. Em troca, aliviaria o pagamento de débitos tributários em 2009 e destinaria o dinheiro para o PT.

Gilmar Mendes não só livrou Guido Mantega da Lava Jato de Curitiba, como também, no mesmo processo, já anulou buscas contra os advogados José Roberto Batocchio e Pedro Estevam Serrano, próximos de Lula e investigados na Pentiti.

A PGR questiona essas decisões, sob o argumento de que a concessão de habeas corpus de ofício (por iniciativa do ministro) contraria regras processuais — para Lindôra, os pedidos deveriam tramitar primeiro na segunda instância e no STJ antes de chegarem ao STF.

E acrescenta que Gilmar Mendes não é o juiz natural do caso no Supremo. No mínimo, os pedidos que chegarem à Corte deveriam ser encaminhados por sorteio, caso não fiquem com Fachin.

Gilmar anula busca e apreensão da Lava Jato na casa do dono da Caoa

GILMAR MENDES TIRA MANTEGA DA LAVA JATO

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Leia também: O que o governo ganha (ou perde) com os arroubos de Bolsonaro.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos. Tempo de publicação: 4 minutos
Ler 36 comentários