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PGR denuncia Witzel, Pastor Everaldo e mais 11 por propina de 53 milhōes

PGR denuncia Witzel, Pastor Everaldo e mais 11 por propina de 53 milhōes
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República denunciou hoje, por corrupção e lavagem de dinheiro o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o Pastor Everaldo, o ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Alves dos Santos, além de empresários e advogados.

No total, a denúncia acusa 13 pessoas de participação no pagamento de propina de R$ 53,3 milhōes para o grupo de Witzel, em troca de pagamentos do estado para a organização social que geria o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus.

Segundo a PGR, a propina foi paga pelo empresário José Mariano Soares de Moraes, por meio do escritório de advocacia de Wagner Bragança.

“Nota-se que o repasse dos recursos aos demais denunciados ocorria poucos dias após o crédito efetuado pela OS HMTJ na conta do escritório Nogueira, Simão e Bragança Advogados Associados ou até no mesmo dia”, diz um dos trechos da denúncia.

Foram também denunciados o empresário Edson da Silva Torres; a advogada Juliana Nunes Vieira Leite; o operador financeiro Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso; além de Liliana Cavalcante Barroso (Murano Empreendimentos), Soraia Amaral Cavalcante Barroso (South America Properties), Allan Feitosa de Oliveira, Victor Vianna Costa (USS Holding) e Victor Duque Estrada Zeitune — todos sócios de empresas que intermediaram os pagamentos, segundo a PGR.

Em nota, Witzel disse que a denúncia não tem provas e que é “mais uma tentativa do MPF de promover o meu linchamento moral”.

Leia a íntegra:

“Reafirmo que jamais compactuei com qualquer tipo de irregularidade ou recebi vantagem ilícita em razão do cargo, e que eu determinei aos órgãos de controle do Estado o máximo empenho na apuração de todas as denúncias.

A denúncia apresentada hoje (15/12), absolutamente sem provas, é mais uma tentativa do MPF de promover o meu linchamento moral, imputando a mim responsabilidade penal objetiva. Trata-se de mais uma demonstração de uso político do MPF pela procuradora Lindora Araujo.

Os fatos já são de conhecimento do MPF há mais de três meses, desde que Edson Torres confessou seus crimes (criminoso que atua no Estado desde 1990 – segundo dia confissão). Mas, somente agora a denúncia foi apresentada e com risco de os valores supostamente desviados terem sido o ocultados. É um episódio lamentável para a democracia.”

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