Planalto tem de abrir gastos com cartão corporativo, diz MPF em SP

Planalto tem de abrir gastos com cartão corporativo, diz MPF em SP

Em parecer encaminhado à Justiça Federal, o MPF em São Paulo se manifestou a favor de ação do Estadão para obrigar o governo Jair Bolsonaro a detalhar os gastos com cartões corporativos de 1º de janeiro a 31 de março de 2020.

Segundo a Procuradoria, esse detalhamento deve ser feito “de forma discriminada e acompanhada dos correspondentes documentos comprobatórios, inclusive aquelas [despesas] classificadas como sigilosas”.

Os gastos com cartão corporativo da Presidência, usado para bancar despesas sigilosas de Bolsonaro, dobraram nos quatro primeiros meses de 2020 na comparação com a média dos últimos cinco anos, informa o jornal paulistano.

O total de gastos sigilosos vinculados ao presidente e sua família foi de R$ 3,76 milhões no primeiro quadrimestre deste ano –o valor é lançado mensalmente no Portal da Transparência do governo, mas o detalhamento é trancado a sete chaves pelo Planalto.

Desde o ano passado, o governo ignora uma decisão do STF e se recusa a explicar como tem usado o dinheiro público via cartões corporativos. Nos pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação, a Presidência alega que a abertura dos dados e notas fiscais poderia colocar em risco a segurança de Bolsonaro.

Antes de ser eleito, o atual presidente foi um crítico ferrenho dos gastos com cartões corporativos e, principalmente, do possível sigilo dos extratos.

Leia mais: Exclusivo: o objetivo secreto do 'inquérito do fim do mundo' do STF
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