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Polícia de SP recebe relatório da FAB sobre acidente que matou Roger Agnelli

Polícia de SP recebe relatório da FAB sobre acidente que matou Roger Agnelli
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza audiência pública para avaliar os impactos de desdobramentos recentes da economia chinesa sobre os países emergentes e para debater os acordos firmados recentemente entre o Brasil e a China. À mesa, o presidente da AGN Participações, Roger Agnelli. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo recebeu da Aeronáutica o relatório sobre o acidente de avião que matou Roger Agnelli e outras seis pessoas em 19 de março de 2016.

O relatório do Cenipa foi concluído em 8 de abril passado, mais de três anos depois do acidente.

Entre as informações do texto, estão:

– não foi possível confirmar o número de horas totais de voo do piloto, mas ele possuía licenças e habilitação válidas;

– o diário de bordo da aeronave foi destruído no acidente;

– o “exame necroscópico foi negativo para a presença de substâncias psicoativas
indevidas no organismo do piloto”;

– gravadores de voo não eram requeridos e não foram instalados;

– imagens da decolagem sugerem que o avião estava com dificuldade para ganhar altura;

– com tanque cheio, o avião estava próximo do seu peso máximo de decolagem;

– entre a informação divulgada pelo fabricante (3.492kg – 7.700lbs) e o valor para o qual a aeronave havia recebido sua autorização de voo experimental (3.900kg) havia uma diferença, para mais, da ordem de 408kg (…) é possível que a altitude da pista (2.369ft) e a temperatura elevada (31°C), associadas ao peso próximo ao máximo de decolagem, tenham degradado o desempenho da aeronave, o que explicaria a dificuldade, observada pelos controladores de voo e registrada pelas câmeras do aeroporto, para ganhar altura”;

– o motor “funcionava normalmente e produzia potência elevada no momento do impacto (…) nenhuma indicação de falha mecânica foi observada durante a decolagem”;

– como o avião era experimental, “diversos dados técnicos não estavam disponíveis nos documentos produzidos pelo operador, já que não havia obrigatoriedade de que tais registros fossem mantidos em ordem e em dia”;

– dessa forma, “levantou-se a hipótese de que a aeronave não tenha sido capaz de ganhar altura e superar os obstáculos existentes na reta de decolagem e que, sem um controle adequado do avião, o piloto não tenha sido capaz de evitar o acidente”;

– o PR-ZRA, “registrado como aeronave de construção amadora, estava sendo utilizado para transporte privado de passageiros, em desacordo com as provisões do RBAC n° 21, que previa a concessão de Certificados de Autorização de Voo Experimental para aeronaves construídas por pessoas, unicamente para sua própria educação ou recreação”.

Em janeiro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o delegado responsável pelo caso aguardava o relatório elaborado pela Aeronáutica.

Nesta terça (28), informou que “o caso segue em investigação por meio de inquérito policial instaurado pelo 13º DP. O relatório elaborado pela Aeronáutica foi recebido e o delegado analisa o documento para prosseguimento das investigações”.

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