Política é um jogo arriscado

Fernando Henrique Cardoso deu uma entrevista à Folha de S. Paulo dizendo que o PSDB tem de participar do governo de Michel Temer:

“O PSDB tem responsabilidade política pelo que está acontecendo, porque apoiou o impeachment. Então não pode simplesmente dizer não entro no governo. Eu sou propenso a entrar desde que as condições sejam explicitadas. Entrar como partido, indicando nomes, porque a situação do Brasil é mais grave do que aparece”.

O jornal perguntou-lhe se isso não é arriscado demais. Ele respondeu:

A política é um jogo arriscado. Quem está nessa tem de estar sempre preparado para sair do governo. Se não for por um certo caminho, você não tem razão para continuar. Não pode, por exemplo, interferir na Lava Jato”.

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    1. Será que é alguém que vai fazer o gol que está escancarado e sem goleiro vermelho? Será que vai ser aquele que vai implantar a CPMF de substituição? A ideia é simples: A CPMF era para ter sido imposto único, FHC – para variar ficou com medo – e a tascou como mais um imposto. Agora temos a solução de meio, ela surgindo no lugar de impostos que apresentam custo burocrático de recolhimento, agregando-se em variação anual o necessário para cobrirmos o déficit fiscal do período (se houver). Ganham todos – menos contadores, despachante e aspones fiscais… E é só correr para a galera, aceite geral.

    2. Não estava ligando o nome à pessoa! Esse cara – e esse movimento – têm uma proposta clara e consistente de simplificação fiscal, o que certamente implicaria em mudanças na politica. A proposta deles combinada à adoção do voto distrital puro – e o fim da reeleição – já seriam uma revolução no brasil

    3. Paulo Hartung, no Estado do Espirito Santo, conseguiu aumentar a arrecadação com mais eficiência na cobrança de impostos. Mas, tão importante quanto a arrecadação é gastar com eficiência, como diz Rabello de Castro. O discurso de Rabello de Castro soa como música. Vamos torcer por uma boa aplicação prática.