Por que achamos bom dar calote na ONU

Leitores perguntam a O Antagonista o que o jornal acha do calote do Brasil a orgãos da ONU. Antes de dizer o que pensamos, vamos resumir para quem está por fora da história.

O governo brasileiro não vem pagando as contas a vários organismos internacionais  dos quais é membro e, por causa disso, perdeu o direito a voto e a ter representantes ativos em boa parte delas. No total, são cerca de 660 milhões de reais em atrasados. Veja quais são os credores e o tamanho das dívidas:

a) Tribunal Penal Internacional: 15,4 milhões

b) Agência Internacional de Energia Atômica: 90,2 milhões

c) Unesco: 61,3 milhões

d) Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial: 30 milhões

e) FAO: 38,6 milhões

f) Fundo da ONU para Operações de Paz: 224,3 milhões

g) Secretaria-Geral das Nações Unidas: 198 milhões

A opinião de O Antagonista: como o Brasil está sempre do lado errado nas questões internacionais, sustentamos que, ao deixar o país de fora de decisões e votações, o calote é uma boa coisa para o mundo. Além disso, possibilita que reivindiquemos com mais vigor aquela que deveria ser a nossa posição permanente no Conselho de Segurança da ONU:  a de servir cafezinho e água aos embaixadores das potências do planeta.

Tira rápido esse café, que o Conselho está nervoso…

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