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Por que Romário deixou o Podemos

Por que Romário deixou o Podemos
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Romário, que vai se filiar hoje ao PL (antigo PR), de Valdemar Costa Neto, nunca se identificou para valer com os ideais da bancada do Podemos, seu partido desde 2017.

De lá para cá, muito pelo respeito que o ex-jogador de futebol tem dos pares, presidiu duas comissões — da Educação e de Assuntos Sociais — e, mais recentemente, nas costuras para a eleição de Rodrigo Pacheco, foi o indicado do partido para ocupar a segunda vice-presidência do Senado. Da bancada do Podemos, que agora passar a ter oito senadores, somente Romário e Marcos do Val declararam apoio a Pacheco.

Romário foi, portanto, bastante prestigiado no tempo em que esteve no Podemos. Ele, porém, não se envolvia muito nas questões partidárias, nem tomava para si as bandeiras da bancada. Não frequentava, por exemplo, as reuniões do “Muda, Senado”, que foi criado essencialmente por senadores do Podemos, nem se considerava integrante do grupo.

No ano passado, Romário comprou briga com o partido, trabalhando para impedir que Paulo Rabello de Castro, filiado ao PSC, se candidatasse à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Podemos. Rabello de Castro foi vice na chapa presidencial de Alvaro Dias em 2018. Romário, que tinha cargos na gestão de Marcelo Crivella (Republicanos), acabou apoiando Eduardo Paes (DEM).

Por tudo isso, a saída de Romário não surpreende os colegas do seu agora ex-partido. O ex-jogador é visto por parte do Senado como um “político fisiológico”. Sua relação estreita com a família Bolsonaro no Rio também o forçou a deixar o Podemos, que se coloca como uma sigla independente em relação ao atual governo.

Como registramos há pouco, as conversas entre Romário e o PL teriam sido conduzidas pelo próprio Valdemar da Costa Neto e por Altineu Cortes, presidente da legenda no Rio. O senador Carlos Portinho, também do Rio, que assumiu o cargo após a morte de Arolde de Oliveira (PSD), participou igualmente das negociações.

Leia mais: Guedes e seu ideário foram inteiramente soterrados pelos planos de sobrevivência política do presidente da República e da sua própria reeleição
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