Portaria dispensa 'produção acadêmica' de professores de mestrado e doutorado a distância

O presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o engenheiro Anderson Ribeiro Correia, baixou portaria que dispensa a “produção acadêmica” na escolha de professores de mestrado e doutorado a distância.

A exigência contida numa portaria anterior (veja abaixo) foi revogada. A partir de agora, basta que o profissional apresente “produção intelectual”.

Significa que mesmo professores que não tenham um histórico de produção científico-acadêmica poderão ser aceitos pela Capes/MEC, caso tenham escrito livros, ainda que sem o rigor científico típico do ambiente acadêmico.

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O Antagonista apurou que a medida é demanda de igrejas evangélicas que apoiam Correia no cargo, mas também agrada a ala ideológica do governo – liderada por Olavo de Carvalho, que dá cursos online.

Confira o texto da nova portaria:

Art. 17. Na análise da proposta, deverá ser considerado o conjunto dos docentes das Instituições de Ensino proponentes e associadas e sua respectiva produção intelectual (bibliográfica, artística e/ou técnica).

E o da antiga portaria, agora revogada:

Art. 19. Na análise da proposta, deverá ser considerado o conjunto dos docentes das Instituições de Ensino proponentes e associadas e sua respectiva produção acadêmica; artística e/ou técnica.

Comentários

  • Marcos -

    A mediocridade do MEC está em metástase. Chegou na CAPES. A não exigência de publicações, vai cristalizar o que já é falado, sobre os alunos de EAD serem profissionais de segunda classe. Lame

  • Angela -

    Não é por acaso que pouca gente acredita na qualidade dos cursos oferecidos à distância. A produção acadêmica já anda fraca e agora vêm dispensar professores do EAD de contribuir.

  • Rogerio -

    A família Bolsonaro é como a maioria das famílias brasileiras, tendo filhos que pensam e independentes mas com uma liderança respeitada pelo exemplo de vida que o pai lhes proporciona. Defeitos ta

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