Possível solução para o Renda Brasil, agora antigo Renda Cidadã, fica para a semana que vem

Possível solução para o Renda Brasil, agora antigo Renda Cidadã, fica para a semana que vem
Reprodução/TV Brasil

Diante de tantas idas e vindas, ficou para a semana que vem a apresentação de uma possível solução para o financiamento do programa assistencial do governo Bolsonaro, que voltará a ser chamado de Renda Brasil.

Até lá, equipe econômica, lideranças do governo e integrantes do Planalto vão se reunindo para tentar chegar a um novo consenso, após a saraivada de críticas às propostas de bancar o programa com dinheiro de precatórios e do Fundeb.

Rogério Marinho, atual ministro do Desenvolvimento Regional, entrou nas rodas de conversas — ele é ex-deputado e relatou a reforma trabalhista no Congresso. Por meio dele, Rodrigo Maia, que estava alijado das discussões, também começou a opinar. Além disso, o mercado financeiro fez chegar aos envolvidos no debate algumas sugestões.

A possibilidade de usar recursos dos precatórios, de fato, perdeu força nos últimos dias — mais do que a ideia de recorrer a até 5% dos recursos a mais do Fundeb. Até o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nos bastidores, demonstrou sua preocupação em relação ao uso de precatórios.

Há uma expectativa de que Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia participem, na próxima semana, de um encontro com Jair Bolsonaro, para tratar de toda essa discussão. O presidente da República ouviu conselhos de que, ao contrário do que ocorreu no anúncio nesta semana, os presidentes da Câmara e do Senado precisam estar presentes, para evitar ruídos e “fogo amigo” posteriores, como acabou acontecendo.

No governo, ainda há fagulhas de esperança de que o imbróglio seja resolvido antes das eleições municipais. Por enquanto, vai se tentando ganhar tempo, aparar arestas, solucionar conflitos e encontrar consensos — não tem sido fácil em meio a inevitáveis embates políticos e guerra de egos em Brasília.

O que se repete a todo instante é que o programa assistencial, como continuidade do auxílio emergencial, “tem que sair de qualquer jeito”.

Por enquanto, há algumas travas. Primeiro, Jair Bolsonaro, naquele vídeo raivoso do último dia 15, enterrou a opção de desindexar a economia — alternativa considerada muito mais palatável politicamente do que as que estão hoje colocadas à mesa, como já noticiamos. Segundo, perpetuou-se o mantra de que “não vamos aumentar a carga tributária, nem furar o teto” — sobre isso, já se teve mais certeza.

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