Poste sem coluna

Fernando Haddad, que está tentando repetir em 2022 a mesma manobra de 2018, quando apoiou a falsa candidatura Lula e, na reta final da campanha, assumiu o papel de poste, renunciou à sua coluna na Folha de S. Paulo.

Ele se despediu da seguinte maneira:

“Em editorial, segunda-feira, este jornal resolveu me atacar de maneira rebaixada. Incapaz de perceber na minha atitude a defesa do Estado de Direito, interpretou-a como tentativa oportunista de eu próprio obter nova chance de disputar a eleição presidencial, ou seja, que seria um gesto motivado por interesse pessoal mesquinho (…).

Ao me desqualificar mais uma vez, inclusive com expediente discursivo desrespeitoso, ao estilo bolsonarista, esta Folha demonstra pouca compreensão com gestos de aproximação e sacrifica as bases de urbanidade que o pluralismo exige. Infelizmente, constato que, nos momentos decisivos, a Folha, em lugar de discutir ideias, prefere agredir pessoas de forma estúpida.”

Em editorial no dia 3 de janeiro, a Folha afirmou o seguinte:

Fernando Haddad assumiu o papel de poste e a chapa surfou nos votos que Lula ainda era capaz de amealhar, sendo derrotada por Jair Bolsonaro no segundo turno sem conseguir apoios expressivos.

Talvez esperançoso por uma nova chance, Haddad lançou no fim do ano passado a candidatura do ex-chefe em 2022, algo que depende de um complexo arranjo legal.”

 

O poste será sempre um poste.

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