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Presidente da Anvisa defende atuação de fiscal que interrompeu Brasil x Argentina

Antonio Barra Torres negou 'espetacularização' e afirmou que toda denúncia feita à agência contra 'quem quer que seja, inclusive o presidente', será tratada
Presidente da Anvisa defende atuação de fiscal que interrompeu Brasil x Argentina
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Em entrevista a O Globo, Antonio Barra Torres, o diretor-presidente da Anvisa, defendeu a atuação de seu fiscal que interrompeu o jogo entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias da Copa, no último domingo (5), pelo descumprimento de protocolos sanitários por parte de quatro jogadores argentinos.

Barra Torres disse que a decisão de ir ao estádio do Corinthians no dia do jogo foi técnica e negou que a Anvisa tenha tentado “espetacularizar” a situação.

“A Anvisa tem o interesse de continuar no trabalho silencioso que fazia antes da pandemia, porque é muito mais simples, menos desgastante e produz efeitos de maneira mais tranquila para nós. Nenhuma intenção de esperar jogo começar para entrar em campo. Absolutamente. É um comentário profundamente infeliz.” 

Questionado sobre as acusações de que a Anvisa não atua com o mesmo rigor em eventos promovidos por Jair Bolsonaro, o diretor-geral respondeu que toda denúncia feita à agência contra “quem quer que seja, inclusive o presidente”, será tratada e terá “começo, meio e fim”.

Barra Torres afirmou, ainda, não ter conversado sobre a interrupção do jogo com Bolsonaro ou qualquer autoridade do Planalto ou do Ministério da Saúde.

E afastou as especulações de que sua relação com o presidente esteja estremecida após seus posicionamentos em defesa das medidas sanitárias. Mas disse que quem quer agradar a todos tem que buscar outra função, e não um “trabalho ligado à ciência”.

Mais cedo, O Globo publicou que a CBF acionou Ciro Nogueira para tentar liberar com a Anvisa a partida entre as seleções de Neymar e Lionel Messi, sem sucesso.

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