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Presidente da Anvisa diz que não recebeu informações de outros países sobre a Sputnik V

Antonio Barra Torres disse que México e Argentina não apresentaram respostas que a agência precisava para autorizar a importação da vacina russa
Presidente da Anvisa diz que não recebeu informações de outros países sobre a Sputnik V
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse aos senadores da CPI da Covid que a agência não recebeu de outros países informações sobre a qualidade, segurança e eficácia da Sputnik V.

Durante o depoimentos, vários senadores questionaram sobre os motivos da agência para rejeitar a importação da vacina russa.

“Faltou o relatório firmado pelo país de origem, com a agência reguladora de origem, nos mostrando de maneira sólida, transparente e categórica, os dados de qualidade, segurança e eficácia. Mesmo assim, diante dessa ausência, entramos em contato com 53 dos tais sessenta e poucos países que fazem uso da vacina Sputnik V, dos quais 11 não responderam, 23 relataram que não estavam usando absolutamente nenhuma dose, embora constassem dessa lista de 60 países”, afirmou.

“E daqueles que nós conseguimos obter respostas, as informações é de que as quantidades disponibilizadas eram muito pequenas e que a rede de monitorização daqueles países não permite dar dados confiáveis quanto ao acompanhamento do que aconteceu com as pessoas que tomaram a vacina”, continuou.

“Dois países que têm estrutura regulatória sedimentada, amadurecida e de respaldo mundial fazem parte do grupo que nos deu informações: o México e a Argentina. O México disse que tem acordo de confidencialidade e não nos poderia responder nada do que foi perguntado. E a agência argentina nos enviou prontamente suas observações, entretanto não foram observações que respondessem aos quesitos apresentados e também pontuou que por razões de governança daquele país, existe ali uma interação com o Ministério da Saúde, que autorizou essa vacina na Argentina”, concluiu.

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