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Presidente da Caixa ameaçou excluir bancos privados de negócios com governo, diz jornal

Pedro Guimarães teria ligado para presidentes de instituições em meio à polêmica envolvendo a adesão da Febraban ao manifesto pela harmonia entre os Poderes
Presidente da Caixa ameaçou excluir bancos privados de negócios com governo, diz jornal
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Aliado de Jair Bolsonaro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, comandou o movimento de bancos contra a adesão da Febraban ao manifesto pela harmonia entre os Poderes, diz O Globo.

Segundo o jornal, seis pessoas envolvidas na crise relataram que Guimarães telefonou para presidentes de pelo menos duas instituições financeiras e sugeriu que eles poderiam ser excluídos de negócios com o governo, como mandatos para representação ofertas de títulos e ações de empresas públicas na Bolsa de Valores, caso assinassem o documento, que teve a divulgação oficial suspensa pela Fiesp, mas vazou ontem. 

Em outra ligação, na sexta-feira (27), o presidente da Caixa teria dito que estava ao lado de Bolsonaro, que cumpria uma programação oficial em Goiás, e afirmado que os militares estão com Bolsonaro, e não permitirão que ninguém da família do presidente seja preso, em caso de uma eventual decisão do Supremo.

A Caixa estuda privatizar sua área de gestão de cartões e elabora ainda uma oferta pública de ações da bandeira ELO, sociedade da Caixa com Bradesco e Banco do Brasil. Nesse tipo de negócio, os bancos privados são contratados para vender as ações na bolsa e para grandes fundos, recebendo comissão. Os bancos privados também têm interesse em intermediar as vendas em bloco de lotes de ações de empresas atualmente nas mãos do BNDESPar, como a Petrobras, por exemplo.

Procurada pelo jornal, a Caixa enviou a seguinte nota no início desta tarde:

“A CAIXA informa que não houve tentativa de pressão por parte de qualquer executivo da instituição a outros bancos acerca do tema, além dos debates que são naturais em instâncias colegiadas.

Ademais, a CAIXA, como banco público, não coaduna com posicionamentos políticos por parte das instituições as quais é membro integrante, reforçando seu papel como banco de Estado e principal agente de políticas públicas da sociedade brasileira.

Por oportuno, a CAIXA enfatiza que todas as suas contratações e operações obedecem aos princípios da administração pública.”

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