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Presidente do Patriota diz que possibilidade de filiação de Bolsonaro "continua aberta"

Ovasco Resende, que substituiu Adilson Barroso no comando do partido, afirmou ainda que permanência de Flávio Bolsonaro "é uma prerrogativa" do senador
Presidente do Patriota diz que possibilidade de filiação de Bolsonaro “continua aberta”
Foto: Arquivo pessoal

Ovasco Resende, que substituiu Adilson Barroso na presidência do Patriota, disse a O Antagonista que a questão da filiação de Jair Bolsonaro ao partido “continua aberta”. Ele também afirmou que a permanência ou não de Flávio Bolsonaro na agremiação “é uma prerrogativa” do senador.

“Estamos abertos a construir ou receber uma candidatura para eleição ou reeleição majoritária presidencial”, disse Resende, sobre a filiação de Jair Bolsonaro.

Em relação a Flávio Bolsonaro, o presidente do Patriota afirmou que a situação do senador “fica inalterada”, sendo “uma prerrogativa dele continuar ou não no Patriota”.

“Quando Flavio Bolsonaro se filiou ao partido, foi uma surpresa. Não temos nada contra, mas não participamos da chegada dele. Cabe a ele saber onde ele se sente confortável.”

Resende também aproveitou para rebater acusações de Adilson Barroso, que disse que o Patriota foi tomado por “esquerdistas”.

“Adilson Barroso segue uma linha de discurso que deveria acabar no Brasil. Se você é a favor do Lula, você é contra o Bolsonaro e vice-versa. Nosso estatuto determina que somos um partido de centro. Essas críticas são uma forma de Barroso tentar desmerecer os interesses do Patriota.”

Entenda a confusão no Patriota

As brigas entre a ala dissidente do Patriota e Adilson Barroso começaram quando o presidente afastado do partido começou a negociar a chegada da família Bolsonaro sem combinar com os diretores da agremiação.

Após a tentativa da família Bolsonaro de tomar o partido na marra, o caso foi parar na polícia e na Justiça. E isso fez com que uma ala dissidente do patriota convocasse convenção para afastar Barroso do cargo e lavá-lo ao conselho de ética da legenda.

Ovasco Resende foi eleito para substituir Adilson na presidência durante o julgamento do processo disciplinar.

A convenção que selou o afastamento fez com que Barroso perdesse a cabeça e enviasse a Ovasco um áudio com ameaças de denúncias à Polícia Federal e acusações de rachadinhas em gabinetes de políticos eleitos pelo partido.

Em meio a tudo isso, a ida da família Bolsonaro para o partido ficou apenas na filiação de Flávio Bolsonaro (RJ). Recentemente, o senador sinalizou que as conversas tinham esfriado, ao anunciar que seu pai negocia filiação também com PP, PL e Republicanos.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2022, Jair Bolsonaro fracassou na tentativa de criar a Aliança pelo Brasil e não tem um partido para disputar a reeleição.

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