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Presidente do PSB diz que não decidirá agora sobre 2022 e critica "fábrica de candidaturas"

Presidente do PSB diz que não decidirá agora sobre 2022 e critica “fábrica de candidaturas”
Foto: Humberto Pradera

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sem citar nomes, criticou correligionários que, no entender ele, “ficam dando declarações sem fundamento” sobre a postura do partido na corrida presidencial de 2022.

“O PSB não tem razão alguma para definir sucessão presidencial neste ano. Não há motivo para se apressar. Os apressadinhos são esses que ficam dando declaração sem consenso e sem fundamento.”

Ontem, o ex-deputado federal Beto Albuquerque, vice-presidente nacional do PSB, defendeu, em entrevista a este site, que o partido não deveria embarcar em uma eventual aliança com Lula no primeiro turno: releia aquiNo início deste mês, Siqueira teve uma conversa com o ex-presidente petista.

Não há problema alguma em eu conversar com o Lula. Também já conversei com o Ciro Gomes. Se amanhã o João Amoêdo me procurar, converso com ele também. Vou conversar com quem nos procurar. Mas não há razão alguma para decidir agora. O partido está cuidando das suas chapas para deputados federais. Ano que vem a gente decide isso [posição no partido na corrida presidencial]. Por que tenho que tomar a decisão agora? Todo mundo tem direito a dar opinião, mas conheço o partido com a palma da minha mão e a decisão de consenso é não decidir agora”, afirmou Siqueira, beirando à irritação com a situação.

Ponderamos que o chamado “polo democrático” está em busca da construção de uma candidatura única de “centro” para 2022.

“É um problema deles. Quem impõe candidatura é quem tem liderança. Quem quiser fabricar liderança, fabrique em outro lugar. Aqui no PSB, não. As lideranças que surgem aqui não são fruto de fabricação artificial de candidaturas.”

O Antagonista apurou que socialistas do Nordeste defendem, nos bastidores, em sua maioria, apoio a Lula já na largada da campanha presidencial. Há um outro grupo, do qual faz parte, por exemplo, o deputado federal Alessandro Molon, que tende a apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT). Já o PSB de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul ainda apostam em candidatura própria ou em “terceira via”. Em São Paulo, Márcio França, pré-candidato ao governo, ficará à espera das costuras nacionais.

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