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Presidente do TST diz que é preciso atualizar CLT

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A nova presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, disse à Folha de S. Paulo que a reforma trabalhista “foi tímida” e que a CLT ainda precisa ser muito atualizada:

“Precarização pode haver, sem dúvida. Só que nós vivemos hoje a Quarta Revolução Industrial. Convivemos com modos de produção que eram impensáveis à época em que a CLT foi editada.

Hoje nós temos a economia on demand. Nós temos o consumidor realizando o trabalho, não é o autônomo realizando o trabalho que antes só era realizado perante vínculo de emprego.

Você faz movimentos bancários pelo celular, compra sua passagem aérea, faz a reserva do hotel. É outra realidade.

Amazon e Uber são plataformas que diversificaram o comércio. A legislação deve se adaptar.

Teletrabalho no serviço público hoje é uma realidade. O trabalho intermitente, que é tão impugnado, veio colocar no mercado de trabalho categorias que antes estavam à margem. O trabalho em tempo parcial não é uma invenção brasileira.

No principal, se objetivou atualizar a legislação às novas realidades econômicas.”

O TST parece ter chegado ao século 21.

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