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Bolsonaro conta meia verdade sobre estudo da ivermectina por Oxford

Presidente elogia universidade por analisar medicamento antiparasitário, mas omite que instituição já pesquisou os efeitos de azitromicina contra a Covid e provou serem ineficientes
Bolsonaro conta meia verdade sobre estudo da ivermectina por Oxford
Crédito: Reprodução / YouTube / Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro contou hoje uma meia verdade envolvendo Oxford durante sua live semanal. Ele elogiou a universidade por estudar os efeitos da Ivermectina contra a Covid. Mas omitiu que instituição já pesquisou se Azitromicina é eficaz contra o coronavírus e provou que o medicamento é ineficiente.

Bolsonaro aproveitou o tema para criticar a Coronavac, vacina produzida pelo instituto paulista Butantan.

O presidente afirmou que há casos de idosos que morreram de Covid mesmo depois de serem imunizados com a vacina.

“Em asilos no Brasil, idosos têm se infectado mesmo vacinados.”

Bolsonaro mostrou ainda seu novo modelo para defender o tratamento precoce.

Se antes ele dizia para a população simplesmente comprar hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, agora ele sugere aos brasileiros, vacinados ou não, que peçam a algum médico que receite as substâncias.

“Procure um médico e inicie o tratamento, tendo sido vacinado ou não.”

Para Bolsonaro, a população que “não espere que o protocolo Mandetta seja aplicado” — em referência às indicações do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que pedia aos brasileiros que só fossem ao médico em extrema necessidade, para tentar evitar novas infecções por Covid.

“Tem que consultar um médico, não o William Bonner […] não esses picaretas da imprensa”, disse Bolsonaro.

A partir daí, o presidente abandonou a pandemia e direcionou sua fúria à imprensa, falando da “falta de caráter de muitos jornalistas”.

O presidente lembrou do episódio em que gritou com uma jornalista no interior de São Paulo e a chamou, assim como a equipe que a acompanhava, de “canalhas”. Disse que o caso não passou de “mimimi”.

“Faz pergunta idiota, ouve a resposta que merece e depois fica de mimimi […] não pedi para ser entrevistado. Dispenso Globo, Folha… Não me interessa falar com vocês.”

E finalizou perguntando ao seu eleitorado: “Vocês preferem um mentiroso delicado?”

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