PRESSÕES E LOBBIES

O Antagonista sempre disse que a criação da Invepar, que possui hoje 12 concessões públicas – incluindo o aeroporto de Guarulhos -, era um negócio de Léo Pinheiro com Lula. O MPF está mais perto de confirmar isso.

A Invepar foi uma grande jogada, pois a OAS investiu apenas 25% no negócio e virou sócia dos três maiores fundos de pensão (Petros, Previ e Funcef).

Para os procuradores, a “aparente rentabilidade do investimento na Invepar nada mais significa que uma precificação ilusória da participação acionária dos Fundos na empresa”, que “decorre de uma expectativa de fluxo de caixa futuro que é bastante duvidosa”.

“Concretamente, o que se constata é que, especialmente na exploração do aeroporto de Guarulhos, o ônus gerado pela concessão pública importa em despesa fixa bastante alta e que se estenderá por vários anos, enquanto que as receitas, até o momento, não são suficientes para cobrir esse custo.”

O MPF suspeita “que pressões políticas e lobbies realizados por grupos econômicos próximos ao Governo Federal tenham pressionado as diretorias executivas e os conselhos deliberativos de Funcef, Previ e Petros para a realização e aprovação da participação acionária na Invepar”.

Também há indícios de “corrupção de diretores”. Como relatamos mais cedo, eles investigam o repasse de R$ 600 mil da OAS ao ex-presidente da Previ Sérgio Rosa a título de ‘consultorias’.

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