Retrospectiva 2020

"Prezada, não estou à venda"

“Prezada, não estou à venda”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Sergio Moro deixou o governo Bolsonaro poucos dias após a já famosa (e infame) reunião ministerial. Para o ministro, havia ficado claro que o presidente estava tentando interferir no comando da Polícia Federal. Fiel escudeira de Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli, de quem o ex-juiz é padrinho de casamento, tentou contornar a situação. Não deu certo.

Zambelli prometeu ajudar o ministro a obter uma indicação para o Supremo Tribunal Federal e pediu, encarecidamente, para que Moro aceitasse o nome de Alexandre Ramagem para o comando da PF.

A resposta, bem ao estilo Moro, foi categórica: “Prezada, não estou à venda“.

Leia mais: Crusoé revela documentos de leniência que a holding JBS omitiu da Justiça. Há ainda novos detalhes de repasses feitos a ministros do atual governo e ao Instituto Lula.
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