“Propina em caixa de sabão”

O esquema alvo da Operação Capitu envolvia entregas de dinheiro “em caixas de sabão e malas”.

“Em caixas, em mala, caixa de sabão. Os supermercadistas trabalham com muito dinheiro em espécie, isso facilita por demais esse tipo de operação, porque eles recebem naquele varejo que eles vendem e com isso, em tese, perder o rastro desse dinheiro se não fossem boas investigações”, afirmou um dos integrantes da operação, segundo registro do Estadão.

E mais:

“Era tipo uma propina a cabo. No supermercado, eles quitavam a dívida com o supermercado, o dinheiro não saía do supermercado, depois passava para o destinatário final. Dólar cabo como funciona? Doleiro no exterior liga para o doleiro aqui no Brasil e fala: ‘disponibiliza tal valor para meu cliente’. O doleiro aqui fica devendo para o doleiro lá de fora e depois repassa esse dinheiro. Não havia transmissão direta dos valores. Havia um acerto entre as partes.”

Um lobista já é apontado como fonte de problemas do futuro governo Bolsonaro. LEIA AQUI

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  1. A corrupção ñ parou ou diminuiu, apenas se sofisticou ainda mais, reduziu o nº de pessoas com conhecimento p/evitar a delação, como nada de filmagem, e tudo em espécie, perguntem aos prefeitos.

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  1. A corrupção ñ parou ou diminuiu, apenas se sofisticou ainda mais, reduziu o nº de pessoas com conhecimento p/evitar a delação, como nada de filmagem, e tudo em espécie, perguntem aos prefeitos.

  2. Propina ensaboada. Um avanço em relação ao dólar na cueca. Não ‘pegou’, apesar de sofisticada, a moda das Ceurolas, o único projeto bem sucedido de transposição. E um milagre de R&D!