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A propina do PSDB no Rodoanel

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Ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez contaram à Polícia Federal, segundo o Estadão, que, em troca de contratos de obras do Rodoanel, fizeram repasses para a campanha de José Serra ao governo de São Paulo, em 2006.

O atual senador nega qualquer irregularidade.

A TV Globo também teve acesso aos novos depoimentos juntados ao inquérito que investiga o tucano, no STF. O relator é Gilmar Mendes.

“O ex-diretor da OAS Carlos Henrique Barbosa Lemos e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia Flávio David Barra disseram que as empreiteiras criaram um ‘grupo de trabalho’ que ajudou a elaborar o edital do Rodoanel Sul.

As obras foram divididas em cinco lotes liderados por consórcios de empreiteiras: Andrade Gutierrez, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.”

Para que o esquema andasse, as empresas teriam repassado cerca de 30 milhões de reais para campanha eleitoral do PSDB. Parte do dinheiro, segundo Lemos, foi transferida na forma de doações ao partido, devidamente registradas na Justiça Eleitoral,  e a outra parte foi paga em espécie.

Depois da eleição de Serra, o então diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza teria começado a levar bola. De acordo com Lemos, a OAS usou os serviços do doleiro Adir Assad para pagar propina a Paulo Vieira de Souza.

Assad, que tenta fechar acordo de delação, afirma ter repassado 100 milhões de reais ao então diretor da Dersa.

Paulo Vieira de Souza é o famoso Paulo Preto.

Paulo Preto é uma sombra que continua a assombrar Serra.

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