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Qual relatório foi analisado pelos ministros do Supremo?

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Embora tenham proibido a elaboração de dossiês contra opositores por parte do Ministério da Justiça, os ministros do Supremo isentaram de responsabilidade o ministro André Mendonça, sob a alegação de que o pedido do polêmico relatório é anterior à sua gestão.

O primeiro pedido teria sido feito no dia 24 de abril, exatamente quando Sergio Moro pediu demissão. Moro diz que nunca soube do caso e não faria sentido pedir algo nesse sentido, pois deixou o cargo justamente para evitar pedidos pouco republicanos de Jair Bolsonaro.

O chefe da Seopi era o delegado Rosalvo Franco, ex-superintendente da PF no Paraná nos tempos da Lava Jato. Franco deixou o cargo no dia 15 de maio. Até então, o responsável pela inteligência da Seopi era o delegado Fábio Galvão, sem vínculo com a turma do Paraná.

Galvão foi da equipe do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Substituído pelo coronel Gilson Libório, ele voltou para o Rio. Nem Rosalvo ou Galvão se manifestaram sobre o caso até agora.

Seja como for, O Antagonista apurou que haveria mais de um dossiê e que o documento sobre 579 pessoas consideradas antifascistas teria sido requisitado em data posterior, no dia 5 de junho, e produzido no dia 9.

Se a versão analisada pelo Supremo é a verdadeira e única, o que explica a demora de Mendonça em enviar o documento ao Supremo e ao Congresso e suas reiteradas tentativas de evitar a divulgação? Se o atual ministro não tem sua digital no caso, por que chegou a negar a existência do relatório? Por que demitiu um assessor de confiança, como Libório, se ele não teve nada com o tema?

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