Quando um terreno é um triplex e vice-versa

O depoimento de Antonio Palocci, no caso da compra do terreno para o Instituto Lula, deve ter repercussão na decisão do TRF-4 sobre o caso do triplex no Guarujá.

Nesse caso, uma coisa é uma coisa e também a outra coisa.

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  1. Ler mais 7 comentários
    1. Prevejo ratos aos montes correndo em pânico e desespero pra sentar com os MPFs de vários estados, ou com Curitiba, para abrirem o biquinho sem direito a queijo na mesa.
      O ‘Palestrante condenado’ caindo acabam todas as chances de uma volta do beberrão e a salvação dos bandidos.
      E a força ‘acadêmica’ e ‘cultural’ da esquerda vociferando o de sempre: -É golpe. Não há provas.
      hehehe

    2. Fevereiro de 2017.
      Confira comigo, no replay.
      Episódio: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa pode ser… a mesma coisa.”

      A partida estava truncada. O dirigente, dono da agremiação e treinador do time vermelho, estava afastado por luto na família. Mesmo assim, comandava e controlava tudo a distância, pelo celular.
      Mandou dois de seus advogados técnicos para o campo, um para a defesa e outro para o ataque, para instruir os seus jogadores:
      — Aham… Meus meninos, não se esqueçam de zoar o juiz. Certo, queridos? ­— ordenou o comandante máximo da equipe, com a voz rouca e recalcada.
      — Pode deixar, chefe.

      No primeiro tempo, colocaram a equipe na defesa, na retranca, esperando o tempo passar.
      O medo era de levar um gol no contra-ataque, numa bobeada, a qualquer momento.
      O chefe ligou, fora de si:
      — Martins! Avança esse ataque, querido! Troca aquele cabeça-de-bagre zoiúdo!
      A ordem foi clara: Jogo sujo.
      O auxiliar do ataque fez a substituição arriscada. Tirou o centroavante caolho da linha de frente — cujo estilo era clássico, cheio toques e repasses curtos ­— e colocou um gerentão, lá na frente, para apelar nas infrações, roubar a bola e distribuir repasses longos para os laterais panamenhos avançados.

      Os auxiliares esperavam manter a coisa, no mínimo, no zero a zero até o intervalo, segurando o resultado. A outra coisa, obtida a muito custo, foi roubar e desviar a bola para escanteio, sempre que possível.
      O juiz notou algo de estranho e no túnel para os vestiários interpelou o preparador físico do time, Zé Sérgio, que além do condicionamento do grupo fazia as armações:
      — Me fale uma coisa sobre essa substituição…
      — O que tem ela, seu juiz?
      — Foi um pedido do dono? Qual o motivo da troca de Nestor pelo Jorge? O caolho estava bem na partida, com visão do jogo e tal… Faltou preparo físico?
      — Bem… a co-mi-mi-mi-ssão técnica deci… — o preparador gaguejou, perdendo logo a razão.
      O auxiliar técnico, com gel no cabelo até a orelha, ouviu a pergunta e foi logo cortando:
      — Tentando arrancar uma resposta do meu preparador, juiz?
      — Ele não quer falar! — completou o colega.
      — Estou fazendo minhas perguntas, doutores. Vi, pacientemente, seu time só na defesa, fazendo cera e chutando a bola para fora de campo.
      — Bola pro mato que o jogo é de campeonato! E daí?
      — Só estou fazendo minhas perguntas, pra colocar na súmula.
      — São as perguntas de um inquisidor, não de um juiz! — atacou o técnico auxiliar, Juarez, chutando o balde, cheio de isotônico batizado.
      — Doutor, doutor, respeite o juiz! A regra é clara: posso lhe mostrar um cartão amarelo ou até o vermelho.
      — Vermelho? É tudo o que eu quero…
      — Doutor Juarez, cuide da sua defesa. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é o ataque.

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