Quanta falta faz Márcio Thomaz Bastos…

O Antagonista constata como Márcio Thomaz Bastos faz falta à malandragem. João Gualberto Pereira, um dos sócios da Arxo, acusada de pagar propina à BR Distribuidora, justificou os 3,2 milhões de reais em espécie encontrados na sede da empresa, em Santa Catarina, dizendo que não gostava de guardar dinheiro vivo em banco, e sim na própria sala ou, às vezes, em casa. Quanto aos 500 relógios de luxo encontrados pela PF, tratava-se de “uma coleção que João Gualberto Pereira vinha fazendo havia dez anos”.

O que ajudava Márcio Thomaz Bastos a ser um bom criminalista era o senso de ridículo — que, pelo que se vê, também é uma forma de inteligência. Em vez de afirmar que os relógios compunham uma coleção, o melhor seria inventar que foram adquiridos para brindar clientes especiais. Márcio Thomaz Bastos pensaria nessa saída, temos certeza.

E os 3,2 milhões de reais? Vamos combinar que, no Brasil, o teto admissível para a extravagância de guardar altas somas em casa seja entre uma Dilma Rousseff e um Aldemir Bendine, algo aí entre 150 mil e 200 mil reais, mais ou menos. Acima disso, é recomendável encontrar desculpa menos esfarrapada do que não gostar de banco. A linha de defesa de Márcio Thomaz Bastos seria dizer que o dinheiro teria a finalidade de pagar empregados e fornecedores. Estranho, mas não ridícul

Os Antagonistas estão pensando em comprar um diploma de Direito e tomar o lugar de Márcio Thomaz Bastos.

A grana da Arxo: inventa outra, malandro