"Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave com informações incompletas?"

“Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave com informações incompletas?”
Reprodução/Anvisa/YouTube

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou há pouco que apenas a “interrupção do estudo” era possível considerando as “informações incompletas” a respeito da morte de um voluntário dos testes da Coronavac.

“Quando temos eventos adversos não esperado, que, no primeiro momento, não conseguimos estabelecer uma correlação, a sequência de eventos é uma só: interrupção do estudo. Foi o que aconteceu.”

Em coletiva, Barra Torres ressaltou que ontem, quando a Anvisa teria sido notificada da morte, as informações sobre o caso eram insuficientes para decretar a continuidade dos testes da Coronavac.

“Na missão, que é nossa, na responsabilidade de atestar, Deus permita no futuro breve, a qualidade, segurança e eficácia de uma vacina, que outra decisão é possível diante do relato de um evento adverso grave não esperado com informações incompletas e insuficiente?”

E completou:

“Vamos em uma analogia do contrário: se a Anvisa, de posse da informação de que um evento adverso grave ocorreu, ele era não esperado, o protocolo manda que seja feita a interrupção do teste e nós não fazemos essa interrupção. A responsabilidade é inteiramente nossa diante de qualquer repetição desse mesmo evento.”

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