Quem perdeu no Rio

Para contrabalançar a penca de colunistas esquerdistas (Gregório Duvivier, hoje, criou uma distopia evangélica no Rio de Janeiro, por causa da vitória de Marcelo Crivella), a Folha publica uma coluna de Joel Pinheiro da Fonseca.

Leiam um trecho:

“Quem perdeu no Rio foi uma elite intelectual, artística e universitária que se considera, com a mais pura sinceridade, mais esclarecida e moralmente superior ao resto do país; pessoas que ela secretamente odeia e das quais, ao mesmo tempo, espera total adesão. Uma classe que tem ojeriza visceral à classe média, que considera religião falha de caráter e que demoniza a ambição de subir na vida.

Por isso, chegou-se ao óbvio: fora a questão de se suas propostas funcionam ou não, se são boas ou más para a sociedade –na minha opinião, seriam catastróficas, mas essa é outra discussão–, a crença incondicional na pureza de seus ideais foi usada pela classe política que dela se beneficiava para promover os maiores esquemas de corrupção da história do nosso país.

A fé humilde dos crentes possibilitou a esbórnia dos bispos. Curiosamente, não estou falando da Igreja Universal.”