Quem será o novo presidente da Petrobras, ou como Freddie Mercury é chegado num ferro

Se o governo cumprir o prazo que se deu, amanhã deverá ser anunciado o novo presidente da Petrobras. Quem será o trouxa? Há diversos nomes citados nos jornais, mas O Antagonista acha que Lauro Jardim é o colunista mais informado da imprensa brasileira. Ele disse que Joaquim Levy, o ministro-júnior da Fazenda, gostaria que o escolhido fosse Paulo Leme, atual presidente do banco Goldman Sachs no Brasil. Já Aloizio “Freddie Mercury” Mercadante, o nervosinho da Casa Civil, quer colocar Murilo Ferreira, presidente da Vale, no cargo deixado vago por Graça Foster.

Paulo Leme tem contra si o fato de ter defendido com ardor, ainda no governo FHC, a privatização da Petrobras. É um problema na visão do PT, evidentemente. O Antagonista acha que este seria o momento ideal para os contribuintes se livrarem da joça petrolífera, mesmo que a preço de banana. Imaginem quanto vamos gastar para recuperar financeiramente a empresa, depois de toda a roubalheira.

Murilo Ferreira: a Vale vai mal das pernas, desde que o preço dos minérios despencou no exterior, por causa da desaceleração econômica da China, a maior importadora dessas comanditeis. Murilo Ferreira trocaria um pepino por um abacaxi. O que O Antagonista mais estranha, contudo, é ele estar no radar de Aloizio Mercadante. Afinal de contas, Murilo Ferreira, até onde sabemos, é considerado no meio industrial um adversário de Benjamin Steinbruch, da CSN — que, por seu turno, é amigão, mas amigão mesmo, do peito, de todas as horas, amigo-irmão de Aloizio Mercadante.

Como Aloizio Mercadante não é besta de brigar com o seu melhor amigo, o nome de Murilo Ferreira deve ter a bênção de Benjamin Steinbruch, por motivos até o momento insondáveis.

O que está mais claro do que nunca é que Freddie Mercury é mesmo chegado num ferro.

A minha opção preferencial é minério…

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