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Randolfe defende quebra de sigilo telemático de Carlos Bolsonaro

Senadores querem entender qual a real participação do filho do presidente no chamado “gabinete paralelo”, que sabotou as ações do Ministério da Saúde
Randolfe defende quebra de sigilo telemático de Carlos Bolsonaro
Foto: Caio César/Câmara do Rio

O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), defendeu há pouco a quebra dos sigilos telemático e telefônico do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para entender qual a real participação do filho do presidente no chamado “gabinete paralelo”, que sabotou as ações do Ministério da Saúde ao longo da pandemia de Covid.

Apesar disso, o parlamentar afirmou que a medida será avaliada com “muita cautela” e que um eventual requerimento de quebra de sigilo somente será apresentado após a CPI entender melhor a participação dele nas ações do governo federal.

Durante as investigações da CPI, ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o filho do presidente participava de reuniões ministeriais ao longo da pandemia; já o ex-CEO da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, revelou que Carluxo participou de uma reunião sobre vacinas, em dezembro, no Palácio do Planalto.

“A gente deve aprofundar as investigações para saber qual papel ele veio a desempenhar. E a partir daí, analisar o que é mais producente: se é convocação ou se é quebra de sigilo telemático, telefônico”, disse Randolfe, em entrevista coletiva.

“O fígado de alguns pode querer a convocação dele. Mas vou repetir: a CPI vai receber todas as agressões que tiver que receber. Não revidará uma dessas agressões”, afirmou o senador.

“Nos temos que entender quem mais fazia parte desse gabinete paralelo. Qual era o comando? Quem o dirigia? E assim ver, deste comando, quem é importante para [determinar] uma quebra de sigilo ou quem é importante para uma convocação”, concluiu.

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