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Raquel Dodge: superando desconfianças

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Conduzida ao cargo sob as bênçãos de José Sarney e Renan Calheiros, Raquel Dodge estreou no comando da Procuradoria-Geral da República sob suspeita de quem apoia a Lava Jato: no discurso de posse, nem sequer citou a operação que revelou o estado de putrefação do sistema político nacional; ao invés disso, a nova PGR preferiu condenar o vazamento de investigações.

As decisões seguintes de Dodge trouxeram alento para os desconfiados: ela pediu autorização ao STF para ouvir Michel Temer no inquérito que investiga favorecimento de uma empresa na MP dos Portos, defendeu as candidaturas avulsas em eleições, foi favorável a manter Joesley e Wesley Batista presos, acusou Geddel Vieira Lima de liderar uma organização criminosa, foi ao Supremo contra a decisão da Alerj de soltar Jorge Picciani e comparsas e pediu que Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, perdesse o mandato e fosse condenada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato.

Ela também se posicionou a favor das prisões de condenados em segunda instância e contra o fato de Gilmar Mendes ter libertado Jacob Barata Filho et caterva, alegando que o ministro usurpou a competência de Dias Toffoli na Operação Cadeia Velha. Pouco antes de terminar o ano, defendeu que era inconstitucional conferir foro privilegiado a Moreira Franco e insistiu no bloqueio dos bens de Aécio Neves.

De acordo com balanço realizado pela Folha, em dois meses no cargo, Raquel Dodge dedicou quase metade de seus atos a investigações da Lava Jato. E, embora esteja mais difícil fazer acordos de delação com a PGR, a de Antônio Palocci pode sair a qualquer momento.

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