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Reale Júnior: “Negacionismo virou uma política de estado” e "atendeu a lógica perversa”

Para o coordenador do grupo de trabalho que emitiu um parecer sobre os crimes de Bolsonaro, a presidência da República se tornou "cúmplice do vírus"
Reale Júnior: “Negacionismo virou uma política de estado” e “atendeu a lógica perversa”
Foto: José Cruz/Agência Senado

Coordenador do grupo de trabalho que emitiu um parecer sobre todos os crimes de Jair Bolsonaro ao longo da pandemia de Covid, o jurista Miguel Reale Jr. afirmou há pouco que o “negacionismo” virou “política de estado” para atender a uma lógica perversa e imprudente.

Como mostramos mais cedo, o parecer entregue ontem à noite listou pelo menos dez crimes cometidos pelo presidente da República. O texto foi dividido em cinco capítulos: crime de responsabilidade, crimes contra a saúde pública, crime contra a paz pública, crimes contra a administração pública e crimes contra a humanidade.

“O Brasil estava pronto para lugar contra a pandemia e o que se viu foi uma política de estado de negacionismo das medidas de precaução”, disse o jurista, durante reunião de apresentação do parecer técnico aos integrantes da CPI.

“A presidência da República se tornou cúmplice do vírus”, afirmou.

“O pensamento que havia era que se devia enfrentar a pandemia por meio de uma imunização de rebanho para se preservar a economia”, afirmou o jurista.

“O que era importante era trabalhar. E trabalhar para salvar a economia. Ele [Jair Bolsonaro], ao mesmo tempo que se colocava contra as medidas de precaução, provocava aglomerações e fazia críticas aos governadores e prefeitos. O presidente falava e chegou a dizer: ‘vou receitar a cloroquina’”, disse Jr.

“Isso tudo não foi mera imprudência, era uma conduta pensada”, declarou.

“Tudo teve uma lógica e era uma lógica perversa”.

 

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