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Rede prevê greves sem participação de sindicatos em renegociação trabalhista

O advogado da Rede, autora da ação que pediu a inclusão dos sindicatos nos acordos individuais para redução da jornada ou suspensão do contrato de trabalho durante a epidemia do coronavírus, disse hoje que há possibilidade de greves se as entidades ficarem de fora da renegociação.

“A medida provisória estabelece apenas uma parcela da compensação. Quando o dinheiro acabar e vier insatisfação, a tensão social numa situação de crise na saúde, poderemos ter conflitos, e o sindicato pode aparecer, como? Fazendo greves, trazendo uma situação ainda maior de preocupação, perturbação e instabilidade, o que é natural, porque os trabalhadores baterão à porta de seus sindicatos buscando ajuda”, disse Mauro Menezes em sustentação oral no STF.

Os ministros analisam hoje a liminar de Ricardo Lewandowski que garantiu aos sindicatos o poder de rever os acordos individuais firmados entre trabalhadores e empregadores.

O objeto do julgamento é a medida provisória do governo que permitiu a renegociação individual para evitar demissões em massa — a MP garante ao trabalhador que tiver o salário reduzido uma compensação com parte ou valor integral do seguro-desemprego.

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