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Reitoria da UFRJ era pressionada pelo MPF quando ocorreu incêndio no Museu Nacional

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Como O Antagonista mostrou há pouco, o MPF investigava há cerca de um mês denúncia sobre as condições absolutamente degradantes do Museu Nacional.

A denúncia, com fotos internas do edifício, foi feita no dia 27 de julho por um arquiteto que manteve seu nome em sigilo.

Ele alertava especialmente sobre o risco de incêndio no terceiro andar. “É urgente uma vistoria dos bombeiros! Principalmente no terceiro andar, para que se dê ciência à sociedade carioca e brasileira da real dimensão do risco que corre seu patrimônio.”

Três dias depois, o Ministério Público abriu um procedimento preliminar e, em seguida, oficiou o Iphan e a Secretaria de Patrimônio da União (RJ), dando prazo de 30 dias para manifestação.

No dia 2 de agosto, o procurador Antonio Canedo, que assumiu o caso, pediu mais provas ao denunciante e deu dez dias de prazo para que o reitor da UFRJ, o psolista Roberto Leher, apresentasse o alvará dos bombeiros.

A coordenadora de Relações Institucionais da UFRJ, Débora Alves Abrantes, enviou ofício ao MPF pedindo mais 20 dias de prazo. “Ainda não foi possível, no prazo estipulado terminar o levantamento de todos os dados requeridos”, alegou.

No dia 20 de agosto, o procurador recebeu a defesa e concedeu os tais 20 dias, que se encerrariam na próxima semana. No domingo 2, as chamas lamberam o edifício.

 

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