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Relação com Roberta foi notada quando Toffoli tomou posse no TSE

Então namorada do ministro, advogada já atuava em causas eleitorais e foi defendida em discurso pelo petebista Paes Landim, o 'decrépito' das planilhas da Odebrecht
Relação com Roberta foi notada quando Toffoli tomou posse no TSE
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Quando Dias Toffoli tomou posse como ministro do TSE em 2012, a imprensa reverberou um possível conflito de interesses por causa da relação dele com Roberta Rangel, que já atuava em questões eleitorais. O então deputado Paes Landim saiu em defesa do casal.

Em discurso na Câmara, disse que conhecera Toffoli também “como advogado do Tribunal Superior Eleitoral, quando era advogado do PT, do presidente Lula” e que o ministro era “garantia jurídica do Direito”.

Vai ser Presidente, aliás, no período das eleições, em 2014. Isso é a garantia da legalidade, da lisura do pleito, e também de que as suas decisões estarão acima de quaisquer vinculações partidárias.”

Em seguida, protestou contra o que chamou de “injustiça que alguns jornais fazem à namorada do ministro José Antônio Dias Toffoli, sua companheira dra. Roberta Rangel, a quem tive o prazer de conhecer também no Tribunal Superior Eleitoral já há cerca de 8 anos”.

“Nunca havia perdido uma sessão no TSE, independentemente de estar ali defendendo ou não algum cliente. Era a primeira a chegar, a última a sair, aprendendo, anotando, refletindo as decisões dos ministros, nas suas sessões noturnas de terças e quintas-feiras. A dra. Roberta Rangel, de uma família modesta de Brasília, alcançou esse patamar de advogada por esforço próprio, com sacrifício.”

Como amigo do casal, Paes Landim disse que Toffoli e Roberta “se conheceram ocasionalmente”.

“Foi trabalhar no escritório com ele, junto com o jovem Daniane Mangia Furtado, e ela, desde que o Dr. Toffoli assumiu o Supremo Tribunal Federal, só foi ao Supremo uma vez, no dia da sua posse. Nunca mais foi ao Supremo, nunca mais aceitou questão do Supremo Tribunal Federal e do próprio TSE, quando ele foi escolhido Ministro suplente daquela Corte.”

O petebista, citado nas planilhas da Odebrecht com o codinome “decrépito”, descreveu Roberta como uma “jovem advogada séria, honesta, digna e que, em nenhum momento, compromete a figura do ministro”.

“Ela tem o zelo e a responsabilidade de preservar a integridade moral do ministro, recusando-se a qualquer tipo de patrocínio junto à Suprema Corte, junto ao TSE e jamais procurando nenhum tipo de influência, porque não é do seu feitio; é uma pessoa modesta, séria e estudiosa”.

Como Crusoé revela nesta edição, Toffoli, Roberta e até o advogado Daniane, lembrado por Landim, são citados na delação de Sergio Cabral, que acusa o ministro de ter vendido decisões judiciais que teriam beneficiado dois prefeitos do Rio ligados ao ex-governador.

Leia mais: Enquanto Brasília faz tudo errado, a Crusoé continuará fazendo o certo: fiscalizando o poder.
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