Relações “deveras estreitas”

A PF constatou que as relações entre o lobista Mauro Marcondes e Gilberto Carvalho são “deveras estreitas” e documentos obtidos pela investigação “fortalecem a hipótese de compra da medida provisória para beneficiamento do setor automotivo utilizando-se do ministro”.

No relatório, segundo a Folha, a PF ressalta que “Gilberto Carvalho ocupava a antessala de Lula, responsável direto pela edição das medidas provisórias”.

Mauro Marcondes, dono da Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, e José Ricardo, da SGR Consultoria Empresarial – ambos presos hoje – pagaram ao menos R$ 6,4 milhões a “colaboradores” para conseguirem editar a MP 471 no final de 2009. As duas principais beneficiadas foram a MMC Automotores do Brasil (Mitsubishi) e a Caoa Montadora de Veículos (Hyundai).

Só para registrar, foi a Marcondes e Mautoni que repassou R$ 2,4 milhões para a empresa de Luiz Claudio Lula da Silva, o Lulinhazinho.

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