Relator da PEC do adiamento das eleições no Senado relata 'pressão' e diz topar acordo da Câmara

O senador Weverton Rocha (PDT), que relatou a PEC do adiamento das eleições, participou da reunião sobre o assunto com deputados do Centrão na casa de Rodrigo Maia, no último sábado.

Rocha, que está muito próximo de Davi Alcolumbre durante a pandemia, levou as informações do encontro ao presidente do Senado, que atualizará os líderes partidários em reunião que foi adiada para amanhã.

Para Weverton, “não há problema” em estender até o fim do ano a recomposição dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM) — esse acordo que está sendo costurado na Câmara precisará do aval do Senado.

“Os prefeitos estavam cobrando demais, dizendo que adiar para novembro seria muito ruim para os atuais gestores, porque as medidas de ajuda aos municípios vão se encerrar em julho. Muita pressão”, disse Rocha a O Antagonista.

Para o relator da PEC no Senado, “a política não quis brigar com a saúde” — todos os especialistas envolvidos no debate defendem o adiamento do pleito — e os líderes da Câmara “acabaram se conscientizando”.

O que fez, porém, os líderes “se conscientizarem” foi mesmo a ideia de estender o socorro aos municípios.

“Não vejo problema. Se não houver essa ajuda, os atuais gestores poderão acabar atrasando o pagamento das folhas [dos salários dos servidores], vai ser um caos. Não tem problema algum uma ajuda dessas.”

Leia mais: Um amigo aconselhou Bolsonaro a renunciar. O presidente resiste. E tem um plano para ir até o fim
Mais notícias
Comentários
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos. Tempo de publicação: 4 minutos
Ler comentários
TOPO