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Renan Calheiros: a velha política não morreu nas urnas

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Alvo de 14 procedimentos criminais por atos como corrupção e lavagem de dinheiro, Renan Calheiros teve um ano bom (bom para ele, fique claro).

Na Justiça, obteve decições favoráveis: o inquérito que apurava sua participação no esquema de venda de emendas investigado pela Operação Zelotes foi arquivado; ele foi ainda inocentado da acusação de peculato — contra a denúncia da PGR, que acusou Renan de prestar falsas informações ao Senado, em 2007, ao tentar comprovar que tinha recursos para pagar a pensão de sua filha com Mônica Veloso.

Nas urnas, Renan conseguiu manter a cadeira no Senado.

Na campanha, foi calculista: ciente da resiliente popularidade de Lula no Nordeste, em geral, e em Alagoas, em particular, manteve-se coladinho ao poste petista, Fernando Haddad.

Ganhou até uma mensagem carinhosa do presidiário.

Reeleito, negou que disputaria novamente a presidência do Senado.

Mentira.

Ele agora assedia vários senadores em busca de votos e combateu a votação aberta para a escolha do presidente da Casa.

Um dos embates envolveu o pré-candidato Lasier Martins (PSD), que defende a votação aberta: os dois trocaram ofensas.

Renan também apontou suas armas para outros políticos que tentam atrapalhar seu caminho, caso de Flávio Bolsonaro, que assume sua vaga no Senado em fevereiro e já tentou minar a candidatura do alagoano.

A presidência é parte do projeto de poder de Renan.

À frente da Casa, ele conseguiria colocar em prática seu grande plano: minar a operação Lava Jato e os avanços obtidos no combate à corrupção nos últimos anos.

Renan não está só nessa empreitada: todos os enrolados de Brasília são, de alguma maneira, seus sócios.

Com esse objetivo, ele será o inimigo número 1 do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, que quer reproduzir os procedimentos da Lava Jato pelo Brasil, a partir de Brasília.

É a reação da velha política, que Renan encarna como ninguém.

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