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Romeu Zema quer ocupar vácuo deixado por João Amoêdo no Novo

Governador de Minas Gerais é visto por parte do partido como candidato natural para substituir força do ex-presidenciável
Romeu Zema quer ocupar vácuo deixado por João Amoêdo no Novo
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Romeu Zema pode ocupar o vácuo deixado por João Amoêdo no Novo. O ex-presidente do partido desistiu de ser pré-candidato à Presidência em 10 de junho.

O Antagonista conversou com três fontes ligadas ao partido, duas delas sob condição de anonimato.

As duas fontes anônimas disseram que a “a desistência desarticula o núcleo de Amoêdo”, que barrava muitas iniciativas do partido, e que isso abre caminho para o governador de Minas Gerais.

“[O Novo] deixa de ser puxadinho das vontades do João”, disse uma das fontes ouvidas pela reportagem.

A segunda fonte ligada ao partido acrescentou que a imposição da pré-candidatura à Presidência por João Amoêdo “desmoralizou todo o diretório nacional”. Afirmou ainda que chegou o momento de retirar de posições importantes “aquele grupo ‘amoedista’, que o segue cegamente, assim como acontece com bolsonaristas e lulistas”.

O único a falar publicamente sobre o assunto com O Antagonista foi Diogo da Luz, candidato do partido ao Senado em São Paulo nas eleições de 2018. Segundo ele, Zema, assim como o deputado federal pelo Rio Grande do Sul Marcel Van Hatten, é, sim, uma liderança capaz de ocupar o espaço deixado por Amoêdo.

“No Novo há duas estrelas com brilho próprio, que independem do partido, mas não se dão o devido valor político: Romeu Zema e Marcel Van Hatten. Ambas ainda acham que podem resolver problemas internos com diálogo, mas esta casa tem um dono com cara de bobo, que fala por bocas alheias: João Amoêdo. Nada que ele não queira vai acontecer internamente.”

O Antagonista já mostrou que, apesar da desistência de Amoêdo, o Novo acredita que há tempo para se organizar e disputar as eleições presidenciais de 2022.

A desistência de Amoêdo foi motivada pela pressão de 40 membros eleitos do partido, que criticaram a imposição da pré-candidatura pelo fundador do Novo — a maioria desse grupo apoiou o nome do deputado federal Tiago Mitraud (MG).

Também pesou o fato de a diretoria nacional do partido ter ameaçado levar deputados contrários a Amoêdo ao Conselho de Ética.

O diretório nacional do Novo foi procurado por O Antagonista e não quis se manifestar.

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