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Rosa Weber mantém quebras de sigilo de ex-superintendente do Ministério da Saúde no RJ

Os segredos telefônico e telemático do coronel George da Silva Diverio foram levantados pela CPI da Covid. Ele foi nomeado durante a gestão Eduardo Pazuello
Rosa Weber mantém quebras de sigilo de ex-superintendente do Ministério da Saúde no RJ
Foto: Nelson Jr./STF

Rosa Weber, do STF, negou há pouco recurso do coronel George da Silva Diverio, ex-superintendente do Ministério da Saúde no RJ, que teve seus sigilos telefônico e telemático levantados pela CPI da Covid.

O militar era o responsável pela gestão, durante a pandemia, dos hospitais federais instalados no estado. Ele foi exonerado do cargo em 26 de maio deste ano, após reportagem do Jornal Nacional sobre irregularidades em contratos firmados por ele.

No STF, Diverio questionou as quebras de sigilo alegando não ser investigado pela CPI e que o levantamento dos segredos não tinham relação direta com as investigações do colegiado.

Segundo a ministra, “dadas as particularidades da presente CPI […] as quebras de sigilo telefônico e telemático assumem singular relevância, pois, sem tais intervenções na esfera de intimidade dos potenciais envolvidos, as chances de êxito quanto ao esclarecimento dos eventos sob apuração tornam-se praticamente desprezíveis”

Apesar da manutenção das quebras de sigilos, Rosa Weber afirmou que “os documentos sigilosos arrecadados pela CPI, desde que guardem nexo de pertinência com o objeto da apuração legislativa em curso e interessem aos trabalhos investigativos, poderão ser acessados, em sessão secreta, unicamente pelos Senadores que integram a Comissão de Inquérito”.

Ontem, Rosa Weber deu decisão similar sobre pedido de um assessor de Bolsonaro, Tercio Arnaud Tomaz, que também é suspeito de integrar o gabinete do ódio.

Há pouco, a ministra também aplicou o mesmo entendimento a Mateus Matos Diniz, que também é assessor de Jair Bolsonaro e teve seus sigilos telefônico e telemático levantados pela CPI da Covid por suspeita de que ele integre o gabinete do ódio.

Leia a decisão aqui.

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