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Saiba o que senadores disseram sobre a 'loucura' de Bolsonaro como senador vitalício

A ideia, que estaria sendo negociado entre o presidente e líderes do Centrão, foi copiada do ditador chileno Augusto Pinochet
Saiba o que senadores disseram sobre a loucura de Bolsonaro como senador vitalício
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Como registramos mais cedoJair Bolsonaro (foto) estaria articulando com o Centrão a aprovação de uma PEC que o transformaria em “senador vitalício”, como plano B a uma possível derrota na disputa presidencial do ano que vem.

O Antagonista ouviu vários senadores sobre essa informação, dada inicialmente pela GloboNews.

A senadora Simone Tebet (MDB), líder da bancada feminina, disse que a ideia pode fazer sentindo, “mas é loucura”.

“Querem deixar como plano B à reeleição, mas, em se confirmando, não acredito que passe no Senado.”

Fabiano Contarato (Rede) afirmou que “a única coisa vitalícia plausível, em se tratando de Bolsonaro, seria uma prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional”. O senador acredita que a hipótese é mais uma “cortina de fumaça”, em meio às dificuldades do governo para viabilizar o Auxílio Brasil.

“A proposta soa irreal e diversionista. Em primeiro lugar, porque a obsessão que comanda o Planalto é a reeleição, ainda que à custa de 600 mil cadáveres e da ruína econômica do país. Em segundo lugar, porque tal arranjo seria manifestamente inconstitucional: são pressupostos da República e da democracia a periodicidade e a alternância dos mandatos eletivos.”

Jorge Kajuru (Podemos) comentou, referindo-se a Bolsonaro como alguém pouco inteligente:

“Vindo desse lorpa, tudo é possível. Mas quem for a favor dessa ideia morre politicamente.”

Outros três senadores pediram reserva.

Um deles disse que a proposta não passaria pelo Senado: “Todos os atores políticos têm que passar pelo crivo das urnas”. Outro afirmou: “Que loucura! Isso não passa de jeito algum”.

Um terceiro comentou, na mesma linha: “Seria uma loucura e uma reedição do Pinochet no Chile. É uma ideia maluca que, se for verdade, não passaria jamais”.

A brilhante ideia foi copiada do ditador chileno Augusto Pinochet, que criou o cargo para si como forma de se blindar de crimes cometidos ao longo de quase duas décadas. O general assumiu o cargo no Senado em 11 de março de 1998 e, sete meses depois, acabou sendo detido em Londres, a pedido da Justiça espanhola, sob acusação de crimes contra a humanidade.

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