Salles descentraliza poder no Meio Ambiente

Salles descentraliza poder no Meio Ambiente
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ricardo Salles, que desde o começo desta semana vem promovendo mudanças no RH do Ministério do Meio Ambiente, agora delegou poderes – e responsabilidades.

Em portaria publicada nesta quinta-feira (24), o ministro delegou uma série de competências ao secretário-executivo, a diretores do Ibama e do ICMBio, e a outras autoridades de escalão mais baixo.

O secretário-executivo, por exemplo, agora pode trabalhar na instrução de contratos administrativos e de repasse com órgãos e entidades nacionais, ordenar despesas e gerir recursos, e aprovar a programação orçamentária e financeira do ministério.

Ele também poderá “promover e homologar os atos necessários aos processos licitatórios do Ministério, inclusive ratificar os atos de dispensa e inexigibilidade de licitação”.

Essa delegação “não abrange a celebração de convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos”.

Já os diretores do Ibama, do ICMBio e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro podem autorizar “a celebração ou prorrogação, bem como os respectivos aditivos, de contratos administrativos relativos a atividades de custeio, de qualquer valor, permitida a subdelegação”.

Salles também delegou ao diretor do departamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) competências sobre contratos e despesas.

Segundo o Portal da Transparência, o orçamento previsto para o FNMA este ano é de R$ 33 milhões. Até hoje, segundo os dados no Portal, a execução foi zero.

Em 14 de setembro, O Antagonista perguntou ao ministério por que a execução do FNMA neste ano foi zero. A assessoria de imprensa não respondeu.

A portaria de hoje entra em vigor em sete dias.

Leia mais: As 'manobras maliciosas' do ministro Ricardo Salles
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